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Resenha: A desconstrução de Mara Dyer - Michelle Hodkin




Título: A desconstrução de Mara Dyer
Autor(a): Michelle Hodkin
Editora: Galera Record
Número de páginas: 375
Ano: 2013
Gênero: Ficção Estrangeira
Classificação: ★★★★












“Um grupo de amigos... Uma tábua ouija... Um presságio de morte. Mara Dyer não estava interessada em mensagens do além. Mas para não estragar a diversão da melhor amiga justo em seu aniversário ela decide embarcar na brincadeira. Apenas para receber um recado de sangue. Parecia uma simples piada de mau gosto... até que todos os presentes com exceção de Mara morrem no desabamento de um velho sanatório abandonado. O que o grupo estaria fazendo em um prédio condenado? A resposta parece estar perdida na mente perturbada de Mara. Mas depois de sobreviver à traumática experiência é natural que a menina se proteja com uma amnésia seletiva. Afinal, ela perdeu a melhor amiga, o namorado e a irmã do rapaz. Para ajudá-la a superar o trauma a família decide mudar para uma nova cidade, um novo começo. Todos estão empenhados em esquecer. E Mara só quer lembrar. Ainda mais com as alucinações - ou seriam premonições? - Os corpois e o véu entre realidade, pesadelo e sanidade se esgarçando dia a dia. Ela precisa entender o que houve para ter uma chance de impedir a loucura de tomá-la....”


   Não tenho costume de ler resenhas então admito,  li este livro somente pela simpatia pela capa. Demorei muito tempo até finalmente conseguir encontrá-lo. Mesmo com a presença forte de um clichê neste livro há a combinação perfeita entre romance, mistérios e outras coisas mais. O enigma de Mara Dyer me atraiu mais do que o romance típico e a implicância da garota “popular” me repeliu.

   Após um acidente os amigos de Mara Dyer morrem, porém ela sobrevive sofrendo perda de memória. Para começar novamente sua família se muda para uma nova cidade e em meio a alucinações e lembranças Mara começa a duvidar da realidade e da real causa do acidente. Mara conta com a ajuda de sua família, Jamie e Noah, o mocinho que até o final do livro revela vários segredos.

   Com a narrativa somente do ponto de vista de Mara e capítulos rápidos, o livro me fez viajar dentro de sua mente e o ler em menos de dois dias. O final inesperado me fez ficar ansiosa para ler a continuação  “A evolução de Mara Dyer”, o qual será publicado no Brasil ainda esse mês pela Galera Record.


-Bia Muniz

Resenha: The 100 - Os Escolhidos




Título: The 100 - Os Escolhidos
Autor(a): Kass Morgan
Editora: Galera Record
Número de páginas: 287
Ano: 2014
Gênero: Distopia
Classificação: ★★★★★











“Desde a terrível guerra nuclear que assolou a Terra, a humanidade passou a viver em espaçonaves a milhares de quilômetros de seu planeta natal. Mas com uma população em crescimento e recursos se tornando escassos, governantes sabem que devem encontrar uma solução. Cem delinquentes juvenis - considerados gastos inúteis para a sociedade restrita - serão mandados em uma missão extremamente perigosa: recolonizar a Terra. Essa poderá ser a segunda chance da vida deles... ou uma missão suicida”

   Vi que a série The 100 ia começar na CW e fui procurar informações, descobri o livro, a data de estreia e esperei. Somente após uns cinco episódios da série que finalmente comprei o livro, nesse ponto já estava bastante obcecada com todo o enredo, pelos personagens, os shipps e necessitava saber se a série fazia jus ao livro.

   Basicamente o livro e a série são tão diferentes quanto não são, mas acho que isso sempre acaba acontecendo quando se adaptam livros pra TV, porém o ponto principal é que o livro acaba na metade da série e isso me deixou com vontade de sair correndo e comprar a continuação. 

   O livro não perde o ritmo em momento algum, é narrado por quatro personagens e ocorrem muitos flashbacks durante todo o percurso, coisa que sempre me faz ter dificuldades de continuar. Ocorre no futuro, anos após uma guerra nuclear onde os humanos vivem em uma nave dividida em três estações: Phoenix, Walden e Arcadia onde alguns vivem em boas condições e alguns em má, sofrendo diferença de tratamento e alimentação tendo uma parte que recebe somente uma hora de água por semana. A nave possui muitas leis e uma das principais é a punição de morte para todo tipo de crime cometido por maiores de 18 anos e o confinamento de menores esperando até o dia do seu aniversário para sofrer um julgamento.

   A nave começa a ter problemas e então 100 prisioneiros são enviados a terra para saber se ela pode ser reabitada. A história é narrada tanto de ponto de vista da terra como da nave pelos personagens principais, Glass, Clarke, Bellamy e Wells vindos de classes diferentes cada um com sua história, onde todas são interessantes e objetivas. Glass é uma das confinadas que foge da viagem para terra para se encontrar com seu ex-namorado, Bellamy vai para a terra atrás de sua irmã, uma das prisioneiras, Clarke vai como uma dos 100 pois virou prisioneira após tentar defender seus pais, que foram executados, e Wells arranja um modo recente de ir para poder se redimir por um mal grave causado a Clarke no passado.
   Não há muitos outros personagens principais citados durante todo o livro e nem todos que aparecem na série existem no livro e vice-versa, gostei muito dos dois, separadamente, e não acho que a comparação para escolher um como melhor valha a pena pois são bastante diferentes.

   Os capítulos rápidos e intercalados me prenderam e me fizeram acabar em um dia, amei o livro e a única parte que deixou a desejar foi não ter mais páginas e acabar de um modo tão repentino. Recomendo totalmente e mal posso esperar para o lançamento de Day 21, que só será lançado em setembro desse ano.






-Bia Muniz

Resenha: Cidade dos Ossos de Cassandra Clare

Autor: Cassandra Clare.
Série: Instrumentos Mortais.
Editora: Galera Record.
Ano: 2010.
Páginas: 462.
Gênero: Fantasia juvenil.
Classificação: ★★★★★.


“Ela presencia um crime cometido por Jace e outros adolescentes tatuados e equipados com chicotes brilhantes e armas pra lá de esquisitas. Ele, um nephilim – filhos de anjos com humanos – que tem como missão caçar demônios;  ela, uma mundana que não se sabe por que tem o dom da Visão... Mas a diferença entre os dois não impedem que em 24 horas Clary se veja envolvida pelo mundo de Jace e dos Caçadores de Sombras; a mãe dela desaparece e a própria Clary é atacada por um demônio. Aparentemente, ela não tem a quem recorrer além de Jace. Mas por que um demônio estaria interessado em uma mundana como Clary? E como de uma hora para outra ela tem o dom da Visão e percebe o Mundo das Sombras? Todos, inclusive Clary, querem saber...”

Cidade dos ossos é o primeiro livro da saga “Instrumentos Mortais” de Cassandra Clare. Esse livro foi, para mim, a apresentação do universo da autora e sua escrita fácil e gostosa que não poderia deixar de me encantar. É um livro de fantasia preenchido por muita ação e um quê de romance enlouquecedor, narrado em terceira pessoa, porém voltado sempre para a protagonista Clary.

O livro pode aparentar ser chato no começo, e confesso ter encontrado dificuldades em manter a leitura em alguns momentos, porém ao superar essas “fases”, os personagens se tornam mais interessantes e a história mais envolvente. Em um certo momento você se pega sem conseguir desgrudar os olhos das páginas e ansiando por mais a cada instante. A descrição dos acontecimentos e as emoções dos personagens são tão intensas que quase chegam a ser palpáveis e te fazem até mesmo perder o fôlego.

Mas não para por ai, além de cativada pelas individualidades e depois de mergulhar no mundo dos Nephilins traçando meus próprios planos e anseios  para com os personagens, poderia dizer que Cassandra teve a ousadia de estragar todos esses planos (que com certeza você, que ainda não leu, terá) com sua revira volta mortal, e foi como um baque. Em algumas páginas passei de inspirada e apaixonada para em um choque profundo, em uma incredulidade alucinante e me mantive presa nas mesmas frases por minutos que pareciam uma eternidade, lendo e relendo, pois não podia acreditar que esse era o fim que ela escolhera.

Tenho de admitir, ela surpreendeu. Se recomendo? Com toda certeza, vale muito a pena. Só se preparem para um furacão de emoções, pois este livro oferece uma diversidade de sentimentos e surpresas inimagináveis. Mesmo depois do choque, o livro não havia perdido seu esplendor, pois ainda há muita água pra rolar nessa confusão toda. Só nos resta partir para o segundo livro “Cidade das Cinzas” e torcer para que a autora acalme nossos corações e continue nos surpreendendo cada vez mais.

-Carol Lira